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História

Viatodos é uma das freguesias mais importantes do concelho de Barcelos. Abrange um área de 401 ha. e conta com uma população na ordem dos 3000 habitantes.

 

"Veatodos", como se escrevia antigamente, vem do facto da freguesia estar situada em planície de modo a que a Igreja vê a todos os lugares. "Viatodos", como se escreve actualmente, vem, segundo uns, de aqui se reunirem várias vias ou estradas romanas: vias todas ou de via de todos ou, segundo outros, por se supor que venha de via, vinha e todolos, português antigo, e assim significar "região cujos terrenos estão todos cobertos de vinha".

 

Nas inquirições de D. Sancho II (de 1220), vem esta freguesia com a designação de "Sancta Maria de Beatodos", nas Terras de Faria.

 

Foram encontrados objectos, provavelmente de finais do II milénio ou início do primeiro milénio a.C.- os machados de Viatodos, em bronze, e um pote cerâmico. Funcionou igualmente em Viatodos a venerável Ordem Terceira de S. Francisco, instituída pelos frades do Convento do Monte da Franqueira.

 

No Largo Dr. Manuel Barbosa existe a Capela de Santa Cruz, vulgarmente conhecida pela Capela da Cruzinha., fundada em 1843, e que teve a sua origem do decantado aparecimento de cruzes no solo que, desde o princípio do séc. XVI em que apareceu a primeira cruz na vila de Barcelos, teve também incremento no séc. XIX.(...)

 

Situada numa veiga muito fértil, Viatodos é banhado na sua extremidade sul, pelo rio Este.

 

De entre os homens mais ilustres aqui nascidos e que por aqui passaram contam-se o Padre João de Sousa Afonso e Abreu, preso constitucional em 1829 e solto do Aljube do Porto em 1831. Conta-se que este padre, sendo rijo de pulso, teve questão com alguns dos seus fregueses. Os seus inimigos, porém, quando um dia vinha de uma freguesia vizinha, esperaram-no com taleigas cheias de areia e de tal maneira o sovaram com taleigadas que dentro em pouco morreu; Manuel Luís de Miranda, cavaleiro fidalgo da Casa Real, almoxarife da Casa de Bragança e benfeitor da Misericórdia; Vasconcelos, um dos fundadores do "Comércio do Porto"; Matias de Lima, poeta; etc. etc...

 

Na edição de 1882 de "Portugal Antigo e Moderno" podem-se encontrar dados interessantes sobre Viatodos:

 

Na noite de 18 para 19 de Abril de 1881, os ladrões sacrílegos, arrombaram a porta da igreja matriz desta freguesia, e entrando nela, arrombaram as caixas das esmolas, e roubaram o seu conteúdo, assim como bastantes objectos pertencentes ao culto divino; tudo no valor de 200$000 réis. ( é de referir que o ordenado anual do reitor era de 160$000 réis)

 

"Segundo alguns antiquarios, a antiquissima villa (hoje reduzida a aldeia...) foi fundada por um patrício romano chamado Elio Faya ou Saya. Isto collige-se apenas, dos restos de uma inscrição, gravada em uma pedra quebrada que hoje forma o terceiro degrau da capella de Santa Maria de Vêatodos (Vê-a-todos)."


 

"A primeira imagem da padroeira, era tão antiga, e estava em tal estado que o visitador a mandou enterrar, e que se fizesse uma nova; mas uma mulher, visinha da egreja, não consentiu, levando a imagem para sua casa onde a conservou, com muita devoção. A nova imagem tem um metro d'altura. A egreja matriz, é sagrada, como se vê das várias cruzes que a cercam nas paredes interiores."

 

Ao lugar de Febros (aliás, a Britelos) e à Veiga do Olho Marinho, associam as Inquirições de D. Afonso III o nome do trovador João Garcia de Guilhade. No primeiro caso, porque criou aí uma filha, no segundo, porque lá, com outros, cultivava em seu proveito propriedade régia.

 

À data, parte da freguesia já era «Honra de Farlães».

 

Em 1548, Viatodos actualizou o seu tombo. É um notável e extenso documento que nos dá uma ideia precisa da realidade da freguesia.

 

Viatodos fez parte, desde meados do séc. XIV até 1836, do Concelho de Fralães. Muito edis deste concelho daqui foram naturais.

 

Devido ao cruzamento das estradas já assinalado, houve aqui uma estalagem, a estalagem da «Jabelinha», como se lhe refere um documento, e, por exemplo, açougue, ferreiros, um ferrador, etc.

 

As casas mais notáveis foram as dos Vasconcelos, em Palmeira, e a do Xisto, dos Felgueiras Benevides.

 

Desde o Liberalismo até ao fim da Monarquia, teve sede aqui sede um Distrito do Juiz de Paz, que deixou vasta documentação e que incluía muitas freguesias das redondezas.

 

Viveu em Viatodos, embora de modo intermitente, o poeta Matias Lima, que a ela dedica muitos poemas.

 

Foi dela natural o sacerdote Barbosa Campos, que deixou também um conjunto de sonetos.

 

Outro notável foi o farmacêutico Sr. Oliveira, dono da farmácia da Isabelinha (o registo da botica que precedeu esta farmácia foi feito no tabelião do Couto de Fralães). A ele recorreu a mãe da Beata Alexandrina Maria da Costa uma ou talvez duas vezes para tratamento da filha.

 

Em 1926, as tropas que do Porto vieram para a estação da CP de Nine fazer frente à insurreição de Gomes da Costa chegaram a encher por completo a Recta da Estação, num espectáculo que causou dó, pelo esgotamento das tropas, e justificados receios.

 

A Escola Preparatória de Viatodos foi criada há mais de trinta anos. Em Fonte Velha, ocorreu por meados do séc. XX um importante achado arqueológico, o do esconderijo dos «machados de Viatodos», valioso conjunto de peças de bronze que remontam ao séc. VIII a. C. e que durante décadas se guardaram no extinto museu portuense de S. João Novo (hoje deverão encontrar-se no museu bracarense dos Biscainhos).

 

A Feira da Isabelinha, em tempos semanal, hoje anual, foi criação do Concelho de Fralães, como consta do respectivo Livro dos Acórdãos


Em 2013 uniu-se com as localidades de Grimancelos, Minhotães e Monte de Fralães.

 


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